Perco o meu tempo a divagar sobre questões que pouco importam na minha vida, enquanto deveria estar a festejar um sonho concretizado, ou a chorar uma perda indesejada. Mas não. nada disso me afecta. O que me tem afectado ultimamente é o destino... Será que eu estou destinado a escrever este post, a esta hora? Será que posso deixá-lo para amanhã? mas... se o deixar para amanhã, foi por minha vontade, ou porque já estava escrito que eu ia deixa-lo para amanhã? existe livre-arbítrio? ou somos todos controlados e a nossa vida planeada ao pormenor? se eu tivesse escrito detalhe em vez de pormenor, faria alguma diferença no mundo?
Agora lembrei-me do filme, Teoria do Caos, que vi dia 12 ou assim... Será que a mudança de uma coisa mínima pode levar a vida a uma proporção tão diferente? será que pode realmente mudá-la?
Até agora foram só perguntas, e não esperem respostas, porque se alguém as tiver eu peço. E até devem valer algum dinheiro, porque estás são apenas as perguntas mais feitas do universo... oh, vou deixar-me disto. ou não... não sei... era tão bom de eu pudesse ler ao que é que estou destinado.
Os revolucionários, os que se dizem alternativos e livres... será que o são? Se uma revolução já estava escrita, será que continua a ser assim tão revolucionária? ou.. o alternativismo, e o dizer que somos livres. então? sou livre porque estou na praia às três da manhã, ena que maluco, e daqui a nada vou à água. Que liberdade! Sim, até soa a livre, mas... e se já alguém escrever exactamente que ias fazer isso há milhões de anos atrás?
MERDA
desculpem, estava destinado. ou foi só porque quis? ou quis porque estava destinado a querer? Ou quis estar destinado a querer?
Acho que já chega de post. Tenho sono, não escrevo nada que se aproveite e o mais provável é não o publicar! Mas, será que posso? Se não fosse para o publicar, qual era a lógica de estar para aqui a escrever? será que estava destinado eu carregar no teclado do portátil? olhar para o ecran?
Será que escrever é um impulso? ou está escrito em algum lado que tenho impulsos de escrita?
Começo a ver-me como uma personagem... será que as minhas falas já foram escritas? será que a minha vida já foi decidida? será que o mundo tem um guião?
Não sei nenhuma resposta às perguntas que coloquei. se não gostarem, mudem de site. E se estiverem destinados a ler os desabafos de um vagabundo sem interesse como eu? bom, nesse caso, queixem-se a quem escreveu o vosso destino. na minha opinião, é o mesmo que dizer, queixem-se a vocês mesmos pelas opções que tomaram.
Acho que já chega por hoje, vou dar isto por terminado... mas e se estiver destinado a escrever mais? O que posso fazer? E se eu terminar por aqui e estiver escrito que deveria ter mais linhas, o que pode mudar no mundo?...
Não sei. FODASSE - impulso ou destino?
não me interessa. vou continuar a viver, sem me preocupar com isso, se estiver destinado logo verei o que me reservaram... se não, logo verei o que as minhas opções me trazem. Seja como for, vou continuar a viver à minha maneira, sem querer saber do que dizem de mim, esteja isso destinado ou não. Vou continuar com o meu alternativismo, psicadelismo e progressivismo, a escrever a minha vida anormal, ou a viver a vida doentia e degradante que já alguém ao tempo escreveu, para ser a minha suposta normalidade.
No fim, morremos todos, o que importa se vivemos à Sinatra ou não? Só muda o pronome. I did it my way... I did it his way...
31 julho 2009
Falling away with you .
hoje lembrei-me de ti...
lembrei-me em como contavas os meses com tanta assiduidade e deserradamente. em como davas toda a atenção do mundo ao mais pequeno pormenor. Tudo te suscitava curiosidade. lembrei-me, também, de como falaste comigo a primeira vez. Como sorriste. como disseste o meu nome. a maneira como me deste uma palmada no ombro e levaste o copo. o copo. cheio até meio, vazio até outro meio, com o líquido verde. meu verdinho ...
hoje... lembrei-me de ti.
lembrei-me de como eras. do cheiro do teu cabelo pela manhã. do pequeno almoço na tua casa. do cheiro das panquecas que deixaste queimar no primeiro dia dos nossos dias verdes. da maneira como me ligaste a meio da aula e disseste 'zimbora lá', e fomos com destino a lado nenhum com 'Leave out all the rest' a dar no rádio. E lembrei-me da maneira como deixei tudo voar pelo tejadilho aberto do Opel Tigra, e deixei pedaços do 'all the rest' da minha vida pelo caminho. Queria que tu fosses o meu 'all the rest' e não te queria 'leave out'. Nunca.
hoje lembrei-me... de ti.
dos beijinhos para me acordar. das tuas mãos quentes por baixo dos cobertores. do hálito fresco a entrar para dentro de mim. de dormir enrolado pelos teus braços. de dizeres 'boa noite, meu sonho perfeito' no meu ouvido. de me levares a conhecer o meu país enquanto entrava no teu mundo. da casa de família que juravas um dia me ir pertencer. das tuas mãos apertarem as minhas com tanta força quando revelavas o medo de me perder.
hoje lembrei-me de... ti.
dos desacontecimentos que levaram ao cruzar dos nossos olhares. da passagem de ano em que nem uma palavra me dirigiste, embora me tenhas mirado a noite inteira. do carnaval em que finalmente desmascaraste essa tua fantasia. o carnaval. o carnaval em que os meus lábios tocaram os teus conjugando a perfeição do mundo num só momento. de quando deixei o sonho de qualquer ser humano para sair daquela gruta contigo e enrolei as minhas mãos nas tuas, a ver o sol nascer à beira mar.
hoje lembrei-me de ti...
Desesqueci-me de como te amei. Desaprendi de como te esqueci. Irrecordei todos os momentos que passamos. Viajei ao nosso despassado, para perceber que nunca iria existir futuro. O vestido branco continua a atormentar-me.
Viajei, recordei, chorei... para chegar à conclusão que, agora, depois deste tempo, finalmente, te desamo.
Amei-te, Desamo-te, Desredesamarei .
Como disse Mia Couto : 'o amor acontece para a gente desacontecer'
eu desaconteci contigo, mas agora, voltei a acontecer, com mais força que nunca.
Depois de tudo, lembrei-me de ti. Lembrei-me de um momento em que dizia que te ia amar até à eternidade. Hoje, tive a certeza de que essa eternidade chegou.
Depois de tudo, deslizam por entre os dedos da mesma mão que outrora segurou tudo, os últimos pedaços de nada que restaram da cor da esperança.
Desfazes parte do meu desfuturo.
lembrei-me em como contavas os meses com tanta assiduidade e deserradamente. em como davas toda a atenção do mundo ao mais pequeno pormenor. Tudo te suscitava curiosidade. lembrei-me, também, de como falaste comigo a primeira vez. Como sorriste. como disseste o meu nome. a maneira como me deste uma palmada no ombro e levaste o copo. o copo. cheio até meio, vazio até outro meio, com o líquido verde. meu verdinho ...
hoje... lembrei-me de ti.
lembrei-me de como eras. do cheiro do teu cabelo pela manhã. do pequeno almoço na tua casa. do cheiro das panquecas que deixaste queimar no primeiro dia dos nossos dias verdes. da maneira como me ligaste a meio da aula e disseste 'zimbora lá', e fomos com destino a lado nenhum com 'Leave out all the rest' a dar no rádio. E lembrei-me da maneira como deixei tudo voar pelo tejadilho aberto do Opel Tigra, e deixei pedaços do 'all the rest' da minha vida pelo caminho. Queria que tu fosses o meu 'all the rest' e não te queria 'leave out'. Nunca.
hoje lembrei-me... de ti.
dos beijinhos para me acordar. das tuas mãos quentes por baixo dos cobertores. do hálito fresco a entrar para dentro de mim. de dormir enrolado pelos teus braços. de dizeres 'boa noite, meu sonho perfeito' no meu ouvido. de me levares a conhecer o meu país enquanto entrava no teu mundo. da casa de família que juravas um dia me ir pertencer. das tuas mãos apertarem as minhas com tanta força quando revelavas o medo de me perder.
hoje lembrei-me de... ti.
dos desacontecimentos que levaram ao cruzar dos nossos olhares. da passagem de ano em que nem uma palavra me dirigiste, embora me tenhas mirado a noite inteira. do carnaval em que finalmente desmascaraste essa tua fantasia. o carnaval. o carnaval em que os meus lábios tocaram os teus conjugando a perfeição do mundo num só momento. de quando deixei o sonho de qualquer ser humano para sair daquela gruta contigo e enrolei as minhas mãos nas tuas, a ver o sol nascer à beira mar.
hoje lembrei-me de ti...
Desesqueci-me de como te amei. Desaprendi de como te esqueci. Irrecordei todos os momentos que passamos. Viajei ao nosso despassado, para perceber que nunca iria existir futuro. O vestido branco continua a atormentar-me.
Viajei, recordei, chorei... para chegar à conclusão que, agora, depois deste tempo, finalmente, te desamo.
Amei-te, Desamo-te, Desredesamarei .
Como disse Mia Couto : 'o amor acontece para a gente desacontecer'
eu desaconteci contigo, mas agora, voltei a acontecer, com mais força que nunca.
Depois de tudo, lembrei-me de ti. Lembrei-me de um momento em que dizia que te ia amar até à eternidade. Hoje, tive a certeza de que essa eternidade chegou.
Depois de tudo, deslizam por entre os dedos da mesma mão que outrora segurou tudo, os últimos pedaços de nada que restaram da cor da esperança.
Desfazes parte do meu desfuturo.
corredor
Recordações
30 julho 2009
Wake me up when September ends...
acordem-me. parece que adormeci durante as duas semanas que passaram. ou se não estava a dormir, acordem-me na mesma. Estou a viver um pesadelo. E se não posso acordar dele, quero adormecer para sempre, deixar de sonhar ...
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